Então, a nossa Páscoa foi de todas as sensações, muitos gostos, principalmente de chocolate e saudades. Ai, ai...daqueles suspiros que ficamos com uma lágrima no cantinho do olho, com o coração apertado, com um misto de felicidade e nó na garganta.
Nossa Sexta-feira Santa, na companhia do pai, isso foi ouro (já que meus pais são separados), a nossa lasanha de batata com filé de peixe, regada a vinho e conversa boa estava digna do feriado da Paixão. No sábado as voltas da família Rodrigues, bem juntinha da nossa vó Pequena.
Linda, com cabelos levemente grisalhos, memória falha, de uma sinceridade infantil, que ao ver tanta gente reunida (filhos, netos, bisnetos, e não somos poucos), disse que ficava difícil lembrar de todos os nomes. Não para menos, vó Pequena está ao final de seus 88 anos, quase 8.9! Fiquei com saudades do tempo em que passava férias, quando dormia com ela no quarto (e tinha medo de dormir), ficava esperando o trem para ouvir o barulho e adormecer.A vó ainda mora bem pertinho de uma antiga estação ferroviária. Trem hoje só de carga. Bons tempos aqueles.
Fiz no sábado o melhor "dever" com muito prazer para o meu coração, fiquei pertinho daquele rostinho rugadinho, enchendo de beijos e de carinho na melhor troca, no toque das nossas mãos. No Sábado de Aleluia minha vó querida, eu só tenho agradecimentos.
Domingão de Páscoa e o Robson com o "the best of"...surpresa+chocolate+mega abraço+muitos beijos=Não tem preço!!! Almoço com a mãe, nosso churrasco estava maravilhoso, acompanhada de algumas das pessoas mais maravilhosas da minha vida. Ao final da tarde um cheiro na vó Cecília, outra metade da minha essencialidade, já esquecida do dia e da noite, com o olhar cinza, daqueles que não corta, mas sim rasga o coração. Há dias em que ela vê graça, há minutos que ela lembra, aliás, ela sempre lembra, não no tempo real, pois ele é facilmente esquecido, mas lembra de várias Páscoas, Natais e aniversários, as vezes reais, outros imaginários,que dá saudades. Eu lembro vó "Tsêla"...do sabor, do cheiro e do amor por aquela mesa grandona cheia de cucas no domingo de Páscoa...